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DEIXO-IVETE SANGALO
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brizacarioca@uol.com.br
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![]() | Cool Slideshows |


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Paulo Ricardo - Diz |
Diz porque é que você não veio? Não vê que as flores murcharam Depois de um dia e meio? Porque você não telefonou? Porque não me ligou? Não me mandou um e-mail? O que você fez não se faz, não Se você não quer me ver mais Não diga que sim, quando quer dizer não Como quem semeia ilusão Por isso meu amor aceite essa canção De alguém que te esperou em vão... em vão Diz, primeira e última vez, Deixa eu ouvir tua voz Dizer que sabe a verdade Não, não é preciso chorar E nem precisa ficar Me olhando dessa maneira Talvez você nem saiba o que você faz E que não tem nada demais Você esqueceu, sabe lá o que te deu Talvez eu não seja capaz De compreender o amor Reconhecer os erros Os erros que são meus e seus Se por acaso chover Pode saber que sou eu Chorando pra te dizer adeus |

A LUZ QUE ACENDE O OLHAR
A luz que acende o olhar
Vem das estrelas no meu coração
vem de uma força que me fez assim
vem das palavras, lembranças e flores
regadas em mim
O tempo pode mudar
A chuva lava o que já passou
Resta somente o que eu já vivi
Resta somente o que ainda sou
A luz que acende o olhar
Vem pelos cantos da imaginação
Vem por caminhos que eu nunca passei
Como se a vida soubesse de sonhos
Que eu nunca sonhei
Vem do infinito, da estrela cadente,
Do espelho, da alma, dos filhos da gente,
De algum lugar, só pra iluminar
A força
Vem de onde eu venho de tudo que acende
A vida, calada, me olha e entende
O que eu sou, tudo que é maior
Vem do amor
Vem do amor
A luz que acende o olhar
Vem dos romances que viram poesia
Vem quando quer, se quiser, se vier
Vem pra acender e mostrar o amor que a gente não via
Vem como um passe de pura magia
Como se eu visse e jurasse que há tempo já te conhecia
Vem do infinito, da estrela cadente,
Do espelho, da alma, dos filhos da gente,
De algum lugar, só pra iluminar
A força
Vem de onde eu venho de tudo que acende
A vida, calada, me olha e entende
O que eu sou, tudo que é maior
Vem da
A luz que acende o olhar,
Vem das histórias que me adormeciam
Vem do que a gente não consegue ver
Vem e me acalma, me traz e me leva
Pra perto de você
E me leva
Mais pra perto de você







Strip-tease
Letícia Marques
Deixa-me dançar para você
Com a sensualidade
Das mensalinas...
A desenvoltura
Das meninas...
A despir-me...
Deixa-me insinuar...
Com o olhar...
Que te desejo
Para um ato insano...
Violento...
Desumano...
Deixa-me dizer que te amo...
Que estou em brasas...
Que preciso ser sua...
Em casa...
Na rua...
Que seguirei sempre nua
A te procurar...
Deixa-me despida
Da vergonha...
Do medo...
De te amar
Sem freios...
Sem receios
De você me abandonar...
Deixa-me beijar-lhe com meiguice
Brincar de meninice
Tirar a blusa...
Abaixar a saia...
Com os quadris a te chamar...
E de calcinha e sutiã
Ainda não deixo me tocar...
Vou ser manhosa
Quero te torturar...
Olhar-te profundamente
Enquanto sigo a me explorar...
Eriçar meus pelos em delírios...
Desesperos...
De sentir você a me adentrar...
Os lábios que te clamam...
O corpo que te chama...
E a música a tocar...
Tomando o ambiente de desejos...
Cobrindo com solfejos
O nosso pulsar...
Deixa-me dançar como num cabaré
Para ser sua prostituta...
Sua mulher...
Para conduzir-te ao céu...
Para fazer-te cruzar o mar...
Louco para me amar!



Soneto da separação
Vinícius de Moraes
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas úmidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente não mais que de repente
Fez-se triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
